Diretoras do Sindiquinze participam do Encontro Nacional de Mulheres da Fenajufe e reforçam luta por igualdade e valorização

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As diretoras do Sindiquinze, Maria Martha de Lima dos Santos e Liliam de Camargo, participaram, neste sábado (25) e domingo (26), do Encontro Nacional do Coletivo de Mulheres do PJU e MPU, promovido pela Fenajufe, em Brasília.

Realizado em formato híbrido, com atividades presenciais na sede da Federação em Brasília e transmissão ao vivo pelo YouTube, o encontro reuniu servidoras de todas as regiões do país em dois dias de intensos debates sobre temas fundamentais para a construção de um ambiente de trabalho mais justo, igualitário e livre de violências.

A abertura foi marcada pela importância histórica da ocupação dos espaços de poder pelas mulheres, fruto de uma luta coletiva construída ao longo de gerações. A programação teve início, no sábado, com uma apresentação cultural conduzida pela servidora Nara Santos, reforçando a identidade, a resistência e a autonomia feminina.

Feminismo e protagonismo no movimento sindical

O primeiro painel abordou o papel do feminismo dentro do movimento sindical, com reflexões sobre a criação de coletivos, a busca pela paridade de gênero e o enfrentamento ao machismo estrutural. As exposições ressaltaram que a presença das mulheres nesses espaços é resultado de um processo histórico de resistência e organização política.

As palestrantes também enfatizaram que a incorporação das pautas femininas nos sindicatos é essencial para combater desigualdades e garantir representatividade real, com participação ativa das mulheres nas decisões.

Outro tema de destaque foi a tripla jornada enfrentada pelas mulheres — que acumulam trabalho profissional, doméstico e emocional — e os efeitos das políticas de metas sobre a saúde física e mental das servidoras.

Dados apresentados durante o encontro evidenciaram que as mulheres dedicam significativamente mais tempo às atividades de cuidado não remuneradas, realidade que se agrava quando analisada sob o recorte racial. As discussões apontaram que o modelo produtivista do Judiciário desconsidera essas desigualdades, contribuindo para o adoecimento das trabalhadoras.

Enfrentamento às opressões e à violência

A programação também trouxe debates sobre racismo, LGBTfobia, capacitismo, etarismo e feminicídio, destacando a necessidade de construção de políticas institucionais e sindicais baseadas na perspectiva feminista e interseccional.

As participantes reforçaram que a presença de diferentes identidades nos espaços não garante, por si só, igualdade de poder, sendo necessário avançar na promoção de equidade e inclusão efetiva.

No painel sobre feminicídio, foi ressaltada a importância da educação antimachista como ferramenta essencial de prevenção, com a necessidade de ações estruturais que vão além da punição, com foco na transformação cultural e social.

Políticas públicas e construção de uma sociedade mais justa

No domingo, o encontro aprofundou o debate sobre políticas públicas voltadas às mulheres, destacando desafios e caminhos para a construção de uma sociedade mais igualitária. As discussões reforçaram a centralidade da pauta feminina na transformação social e a necessidade de compromisso político permanente com o enfrentamento das desigualdades.

Ao final, foram apresentadas propostas construídas coletivamente pelas representantes sindicais, incluindo a criação de um protocolo de prevenção e enfrentamento ao assédio e às violências em eventos da Fenajufe. As contribuições serão analisadas pela Direção Executiva e poderão integrar o plano de lutas da Federação.

Para a diretora do Sindiquinze, Maria Martha, a participação no encontro reafirma a importância da organização coletiva das mulheres no Judiciário. “Foi um espaço fundamental de escuta, troca e fortalecimento. Os debates mostram que ainda há muitos desafios, mas também evidenciam a potência das mulheres na construção de um movimento sindical mais justo e representativo”.

Já Liliam de Camargo destaca o impacto dos temas discutidos na realidade das servidoras. “As reflexões sobre a tripla jornada, o adoecimento e as desigualdades estruturais dialogam diretamente com o nosso cotidiano. Esse encontro fortalece a nossa atuação e amplia o compromisso com a defesa das mulheres no Judiciário e na sociedade”, finaliza.

Por Caroline P. Colombo com informações da Fenajufe

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