Senado aprova regime de urgência e reforma trabalhista será incluída na pauta da próxima semana

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Sob protestos de senadores da oposição, o plenário do Senado aprovou ontem, dia 4 de julho, por 46 votos a 19, um requerimento de urgência para a tramitação da reforma trabalhista (PLC 38/17). Com isso, a proposta será incluída na pauta de votações da Casa e a previsão é que seja analisada pelo plenário na próxima terça-feira, dia 11.

O requerimento de urgência havia sido aprovado, em votação simbólica, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no último dia 28 de junho, mas precisava também passar pelo plenário. Governistas queriam votar o projeto já nesta semana, mas não conseguiram fechar um acordo com a oposição.

Com a aprovação do requerimento, os aliados do Palácio do Planalto conseguem evitar que o texto volte para nova análise das comissões, caso sejam apresentadas emendas (sugestões de alterações) ao texto, acelerando a tramitação.

O governo federal tem pressa na aprovação do projeto, porque acredita que isso pode ser uma sinalização ao mercado de que o Presidente Temer tem condições de superar as crises política e econômica.

Depois da votação do requerimento, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), anunciou um acordo feito com oposicionistas que prevê que as sessões de hoje e amanhã serão destinadas, principalmente, ao debate da reforma trabalhista. Eunício disse ainda que, na próxima terça, em sessão que terá início pela manhã, serão feitos o encaminhamento e a votação do projeto.

O líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), apresentou um questionamento em que pedia a suspensão da análise da reforma até que fosse apresentado um estudo de impacto orçamentário da medida. A chamada questão de ordem foi negada por Eunício.

MOBILIZAÇÃO

O Sindiquinze é frontalmente contrário à proposta de Reforma Trabalhista apresentada pelo Governo Temer, porque acaba com praticamente todos os direitos conquistados pela classe trabalhadora ao longo de décadas.

Por isso, o Sindiquinze conclama todos os servidores e servidoras a juntarem-se à luta contra a maior retirada de direitos da história, porque, com a aprovação das “reformas” pelo Congresso, a classe trabalhadora, em especial os servidores públicos, será duramente atingida.

Confira AQUI os principais direitos retirados caso a “reforma” seja aprovada.

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