28 de junho: Dia do Orgulho LGBT+ chama a atenção para a necessidade do respeito àquilo que se quer ser

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28 de junho é marcado pelo Dia do Orgulho LGBT+. A data faz referência a um evento ocorrido no final da década de 1960, em Nova York, quando um grupo de pessoas transgêneras, drag queens e drag kings enfrentou a repressão e a violência policial por seus direitos.

A partir daí, passou-se a chamar a atenção para o respeito aos direitos dos adeptos ao LGBT+. No Judiciário, o tema tem ganhado destaque e, desde fevereiro deste ano, o Conselho Nacional de Justiça elabora procedimentos e normas para a garantia desses direitos. Um deles foi a elaboração de duas cartilhas para apoiar magistradas e magistrados a implementarem procedimentos para garantia de direitos de pessoas LGBT+ em conflito com a lei.

No Sindiquinze, o respeito à diversidade é compromisso da atual diretoria. Neste dia, o ex-presidente do sindicato e atual diretor de Formação e Política Sindical, Joaquim Castrillon, assumidamente gay, como ele mesmo se denomina, traz um importante relato sobre a luta dentro do sindicato e do tribunal.

“Hoje é o dia de nós afirmarmos que qualquer um tem o direito de ser si mesmo perante os demais”, afirma o diretor do Sindiquinze.

Oficial de Justiça do TRT-15, Joaquim destaca que o Dia do Orgulho LGBT+ celebra “o orgulho de ser quem ele é e veste a máscara de si mesmo com naturalidade perante seus pares. Hoje é o dia de nós afirmarmos que qualquer um tem o direito de ser si mesmo perante os demais, sem ser melhor que ninguém”.

De acordo com ele, desde que assumiu o salto alto, as roupas femininas e a maquiagem, nunca houve nenhum tipo de preconceito em relação à sua decisão. “Eu me considero um homem de sorte em relação a isso e digo aos meus colegas que são de pensamento ou de posicionamento LGBT+ que todos nós somos diferentes em nossas ideias e, principalmente, nas nossas carências. Mas desde que haja uma sintonia com o movimento LGBT+, todas aquelas pessoas que ainda possuem dúvidas em assumir-se como são em seus locais de trabalho, percam totalmente essa dúvida”, completa.

Violência

Apesar do avanço em relação aos direitos LGBT+, os números de agressões ou outros tipos de violência contra essas pessoas no Brasil ainda são bastante elevados: de janeiro a maio de 2022 foram 565 casos, enquanto de janeiro a maio de 2023 o número ultrapassa 2.600 casos, um aumento de mais de 300%.

“Apesar de o Brasil ser um país livre para que façamos a luta, ainda temos esses números assustadores em relação às pessoas LGBT+”, enfatiza o diretor do Sindiquinze.

O discurso de ódio e agressões contra lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e outros também são disparados via redes sociais com diversas menções de difamação e repúdio ao movimento e à ideologia de gênero. Para Joaquim Castrillon, a ideologia de gênero refere-se à forma como as pessoas gostam de serem tratadas. “Essa liberdade de gênero é, na verdade, a liberdade de expressão do gênero, ou seja, respeitar as formas como as pessoas querem ser tratadas, é uma questão de educação social”.

I Encontro LGBT+ da Fenajufe

O diretor Joaquim será um dos representantes do Sindiquinze no 1º Encontro LGBT+ promovido pela Fenajufe nos próximos dias 8 e 9 de julho.

Para ele, as expectativas em relação ao evento é abordar todos esses temas que envolvem o movimento e as pessoas LGBT+ enquanto sociedade e também dentro do Judiciário Federal, bem como atuar por propostas que irão beneficiar todos os servidores, independentemente da questão de gênero.

“Será um encontro que antecede a Plenária Nacional e nós precisamos estar inseridos nesses debates sobre a carreira, salários, mas também levar a bandeira LGBT+ para dentro da Federação, inclusive com propostas à Plenária de novembro”.

Ainda de acordo com o dirigente do sindicato, há o anseio de que, após o encontro de julho, a 15ª Região possa de mobilizar para lançar o Núcleo LGBT+ do Sindiquinze.

Joaquim finaliza chamando a atenção de toda a categoria, do Judiciário Federal e da sociedade de que “o mundo não progride sem a vanguarda”.

O Sindiquinze presta sua homenagem a todos os integrantes do movimento LGBT+ neste dia tão representativo!

Por Caroline P. Colombo

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