O médico do TRT-15, Dr. Murilo Daflon, é autor do artigo científico publicado na revista Gazzetta Medica Italiana, sobre os desafios enfrentados pelos profissionais de saúde no diagnóstico da hiperferritinemia, condição caracterizada pela elevação dos níveis de ferritina no sangue. O trabalho é resultado da dissertação de mestrado do servidor em Ciências da Saúde pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM).
A pesquisa chama a atenção para o problema de que embora a ferritina seja amplamente utilizada como indicador das reservas de ferro no organismo, sua elevação nem sempre significa que o paciente apresenta excesso desse mineral. Alterações metabólicas, processos inflamatórios, gordura no fígado e consumo de álcool também podem provocar resultados elevados no exame.
Essa diversidade de causas representa um desafio para os médicos, especialmente diante da necessidade de identificar corretamente a origem da alteração e definir o tratamento mais adequado para cada paciente.
Pesquisa analisou 159 pacientes atendidos pelo SUS
Desenvolvido a partir de dados do Hospital das Clínicas da UFTM, o estudo analisou prontuários e informações clínicas de 159 pacientes acompanhados no ambulatório de hematologia.
Entre os principais resultados, a pesquisa identificou que a síndrome metabólica foi a causa mais frequente de hiperferritinemia. A condição está associada a fatores como hipertensão arterial, diabetes, excesso de peso e acúmulo de gordura no fígado.
Por outro lado, apenas uma pequena parcela dos pacientes apresentou doenças relacionadas ao acúmulo genético de ferro, como a hemocromatose hereditária.
Outro ponto destacado pelo estudo foi a dificuldade de acesso a exames especializados no Sistema Único de Saúde (SUS).
Embora muitos pacientes tenham realizado ultrassonografia abdominal, que identificou a presença de gordura no fígado na maioria dos casos avaliados, menos de 3% tiveram acesso a exames específicos para quantificar o ferro hepático, como ressonância magnética especializada ou biópsia.
A pesquisa também identificou diferenças entre os diagnósticos estabelecidos durante o atendimento médico e aqueles obtidos após uma reavaliação detalhada pelos pesquisadores.
A principal conclusão do trabalho desenvolvido pelo médico do TRT-15 é que a investigação da ferritina elevada exige uma abordagem que considere não apenas os resultados laboratoriais, mas também as condições clínicas, metabólicas e epidemiológicas de cada paciente.
Nesse sentido, a pesquisa aponta a necessidade de desenvolver e aperfeiçoar diretrizes médicas adaptadas à realidade brasileira, levando em consideração as particularidades da população e as limitações de acesso a exames especializados na rede pública de saúde.
Além de contribuir para o conhecimento científico sobre a hiperferritinemia, o estudo elaborado por Dr. Murilo apresenta informações relevantes para o aprimoramento das práticas diagnósticas e para a utilização mais adequada dos recursos disponíveis no SUS.
O Sindiquinze parabeniza o Dr. Murilo Daflon pela pesquisa e publicação na revista italiana, em uma demonstração da qualificação do quadro de servidores da 15ª Região.
O artigo completo pode ser acessado na página da revista Gazzetta Medica Italiana.
Por Caroline P. Colombo

Josué de Oliveira Valim
Muitos parabéns ao Dr. Murilo Daflon!!!