Maior Contec da história reforça importância da unidade na defesa da pauta dos Técnicos

A Fenajufe realizou, no último sábado (12), o 5º Encontro Nacional do Coletivo dos Técnicos Judiciários – CONTEC. Foram mais de 12 horas de debates aprofundados acerca das especificidades do cargo e da necessidade da alteração do nível de escolaridade para ingresso na carreira.

Segundo a Federação, 96 delegados foram inscritos por 18 sindicatos para o evento. Entre eles, o Sindiquinze acompanhou a reunião do Contec representado pelo presidente Ivan Bagini e a secretária Maria Sônia Faria, além do diretor Marcelo Amorim e a associada Elisângela Freire Baratto.

A primeira mesa do dia foi coordenada pelo tesoureiro do sindicato José Aristeia e abordou os impactos da Reforma Administrativa e a atual conjuntura sobre os Técnicos. Nas análises apresentadas, evidenciou-se o risco a que o segmento está exposto, frente ao conjunto de reformas proposto pelo governo não só nas PECs 32 e Emergencial, mas também em projetos de lei que provocam alterações radicais na estrutura do serviço público.

A carreira foi discutida em painel apresentado pela assessora sindical e especialista em Gestão Pública, Vera Miranda. A palestrante falou sobre as transformações que impactaram a carreira como um processo natural e necessário para garantir a dinâmica evolutiva das funções. Sobre as novas tecnologias, Vera aponta que elas ampliam a complexidade do fazer jurídico, mas não o alteram, pois o “todos vocês fazem os mesmos trabalhos que já faziam antes”, salvo aqueles desempenhados nos estágios mais iniciais da jornada, quando o Judiciário nem sequer discutia a existência do “virtual”.

Como forma de alcançar os objetivos de transformação do cargo, uma das estratégias seria “fazer o caminho de volta”, mostrando aos gestores as transformações que eles mesmos operaram sobre o cargo através de portarias e regulamentações administrativas, que levaram à alta complexidade das funções hoje desempenhadas pelos Técnicos. “Só dizer que a gente precisa alterar não é suficiente, porque eles vão dizer não”, analisa Miranda.

Considerando o cenário posto pelas reformas em curso, a palestrante avalia que luta será árdua e necessária contra a destruição das carreiras, proposta pela agenda negativa do governo.

Ao longo do Contec, os participantes apontaram problemas e trocaram experiências sobre a realidade do cargo e também abordaram a atuação pela exigência do Nível Superior (NS).

Por Caroline P. Colombo com a Fenajufe

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