Servidores criticam governo em audiência na CTASP por falta de negociação para a recomposição salarial

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Representantes de servidores federais criticaram, durante debate na Câmara dos Deputados, a falta de negociação para a recomposição salarial de 19,99% devido à inflação acumulada de 2019 a 2021. Segundo divulgado pelo Sindiquinze, o Executivo buscou aval dos demais Poderes para uma correção geral, ainda não oficializada, de 5%.

A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara reuniu nesta terça-feira (24) dirigentes de 20 entidades de servidores do Executivo, do Legislativo, do Judiciário e do Ministério Público para discutir o assunto. O governo não participou da audiência.

No debate, o representante do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), Sérgio Ronaldo, disse que o Ministério da Economia trata o assunto apenas pela mídia. “Não tem essa de 5% garantidos, o que temos, na verdade, é a falta de respeito do governo com a classe trabalhadora”, criticou.

Para o presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas do Estado (Fonacate), Rudinei Marques, a situação é inusitada. “Não temos uma mesa de negociação, estamos no meio da pandemia, mas queremos uma palavra firme que diga qual é a política salarial do governo. Até agora não sabemos”, ressaltou.

Marques lembrou que alguns segmentos estão em greve, como o Banco Central e o Tesouro Nacional. Já servidores e médicos peritos da Previdência Social encerraram paralisação de quase dois meses na segunda-feira (23), mediante a promessa de envio ao Congresso Nacional de uma proposta para as categorias.

O coordenador da Fenajufe Roberto Policarpo lamentou a falta de representatividade do governo na audiência. “A gente sabe por que eles não estão. Porque eles têm medo do debate, não se colocam, não negociam”, destacou. Policarpo ressaltou os diversos ataques ao serviço público, desde 2019, entre eles, a Reforma da Previdência, que reajustou alíquotas.

O dirigente da Federação lembrou os diversos projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional para a regulamentação da Convenção 151, que garante a convenção coletiva no serviço público.

Sobre o reajuste emergencial, Roberto Policarpo chamou a atenção para a falta de informação e de negociação por parte do governo. “Eu quero dizer aqui que nós estamos na luta, porque a nossa garantia de vitória nesse período só será possível com a unidade. Foi assim que nós derrotamos a PEC 32 da Reforma Administrativa; e vai ser assim que nós vamos recompor os nossos salários e vai ser assim que nós vamos rever a Reforma da Previdência para recompor os nossos salários”, encerrou. Assista AQUI a fala completa do dirigente da Fenajufe durante a audiência  

Os deputados Paulo Ramos (PDT/RJ) e Rogério Correia (PT/MG) sugeriram e comandaram o debate. “O governo está destruindo o Estado”, criticou Ramos. Para Correia, os dirigentes demonstram estar unidos.

Os deputados Alice Portugal (PCdoB/BA), Erika Kokay (PT/DF) e Vicentinho (PT/SP) apoiaram os servidores durante a reunião.

Por Caroline P. Colombo com informações da Câmara dos Deputados

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