Live do Sindiquinze apresenta dados alarmantes e as formas de denúncia para os casos de Violência contra a Mulher no Ambiente de Trabalho

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Ainda em celebração ao Mês da Mulher, o Sindiquinze realizou, no final da tarde desta segunda-feira (11), uma live que debateu “A Violência contra a Mulher no Ambiente de Trabalho”.

Com a mediação da diretora Viviam Cantalejo e da jornalista Caroline Colombo, o tema foi abordado de maneira leve e objetiva pela doutoranda em Saúde Coletiva na área de Epidemiologia de Mortes Violentas, Thamiris Gomes Smania; e pela advogada Thais Cremasco, cofundadora do Coletivo Mulheres pela Justiça e presidenta da Associação dos Advogados Trabalhistas de Campinas.

Na abertura, a diretora do sindicato enfatizou que a violência contra a mulher é um tema que precisa ser debatido diariamente. “São várias camadas que envolvem o tema e que merecem destaque, não apenas na semana do Dia da Mulher, mas merecem ser analisados, estudados e debatidos todos os dias até que a gente consiga mudar esse quadro”, frisou Viviam.

Em seguida, Thamiris Smania apresentou dados alarmantes de um estudo referente aos casos ocorridos contra a mulher no Brasil e em Campinas, onde a cada 6 horas, 1 mulher é vítima de feminicídio no país; e ressaltou os tipos de violência mais recorrentes, tanto nos ambientes laborais como domésticos.

Segundo a doutoranda, a violência no ambiente de trabalho é um dos problemas que mais afligem o Brasil, diante dos casos de acidentes e doenças do trabalho, relações de trabalho deterioradas como o escravo e trabalho infantil, bem como as violências relacionadas às questões de gênero e assédio moral e agressões.

Durante o debate, ela também enfatizou que a violência no ambiente de trabalho se manifesta de muitas formas, agrupando agressões físicas, insultos verbais, bullying, assédios moral e sexual, discriminações no campo religioso, racial, de deficiências ou qualquer outro caso.

A relação com a violência doméstica foi abordada pela convidada que mostrou que 7 em cada 10 mulheres vítimas de violência doméstica têm desempenho pior no exercício da sua profissão.

A advogada Thais Cremasco chamou a atenção para o fato de que “toda mulher, em algum momento, sofrerá violência no ambiente de trabalho”. De acordo com ela, ainda existe muita dificuldade por parte das mulheres em identificar as situações de violência pelas quais estão inseridas.

“Se um colega de trabalho elogia a minha calça, isso é violência no ambiente de trabalho. A questão é que, para a sociedade, ainda é comum um homem olhar e elogiar a calça daquela mulher”, disse.

Dra. Thais ressaltou, ainda, que na maioria dos casos, a vítima é julgada “culpada” pela violência sofrida. “Infelizmente, se a mulher é assediada, ainda ouve que a culpa é dela que não se portou como deveria para evitar que fosse violentada. Essa é uma questão de mudar o pensamento e a cultura imposta hoje. É um trabalho de formiguinha até que consigamos fazer com que as mulheres entendam isso”.

Para a advogada é essencial que a vítima tenha um ambiente seguro onde possa efetuar a denúncia para as providências cabíveis. A revitimização também foi apontada pelas convidadas durante a transmissão.

Na opinião da cofundadora do Coletivo Mulheres pela Justiça, é preciso lembrar e honrar as mulheres “que vieram antes de nós para que possamos combater qualquer tipo de violência praticado contra as mulheres no país”.

A live do Sindiquinze foi transmitida ao vivo pelo canal do sindicato no Youtube e página no Facebook e permanece disponível para todas e todos possam assistir novamente.

Clique Aqui e veja novamente o debate

Por Caroline P. Colombo

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